Um atentado a tiros contra a caravana do senador Jairo Castellanos, ocorrido na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, deixou dois seguranças mortos em Arauca, Colômbia. O senador não estava presente durante o ataque, que ocorreu em uma região marcada pela forte presença da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN). O ministro do Interior, Armando Benedetti, informou que Castellanos está bem, mas abalado pela tragédia.
As circunstâncias do atentado revelam um aumento da violência eleitoral no país, com quase um terço dos municípios sob alerta, conforme a Missão de Observação Eleitoral. O ataque ressalta os riscos enfrentados por políticos na Colômbia, especialmente após o assassinato do candidato presidencial Miguel Uribe em agosto de 2025, que reacendeu memórias de violências passadas relacionadas ao narcotráfico. Apesar de não haver ameaças anteriores contra Castellanos, a situação é alarmante para candidatos em um ambiente político tenso.
A crescente atividade de grupos ilegais, como o ELN e dissidências das Farc, intensifica a insegurança na Colômbia. O presidente Gustavo Petro, que buscou negociar a paz com esses grupos, aumentou a repressão, mas os ataques continuam a ocorrer. A situação exige vigilância contínua das autoridades e uma resposta robusta para garantir a segurança dos candidatos e a integridade do processo eleitoral.

