Em 3 de fevereiro de 2026, o Banco Central do Brasil divulgou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que confirmou a intenção de reduzir a taxa Selic. A expectativa de um corte de 0,50 ponto percentual foi reforçada por um desempenho abaixo do esperado da produção industrial, que recuou 1,2% entre novembro e dezembro. Esse cenário gerou alívio na curva a termo, com os mercados reagindo positivamente às novas projeções para os juros.
A ata reiterou que o Copom está disposto a agir dependendo das condições econômicas, destacando a melhora nas expectativas inflacionárias. A queda acentuada na produção industrial, maior do que a prevista, contribuiu para a visão de que o primeiro ajuste na taxa de juros será mais expressivo. Instituições financeiras como Santander e Itaú já revisaram suas projeções, aumentando a expectativa de corte inicial para 50 pontos-base.
Com a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) apresentando quedas, o cenário se torna mais favorável para um corte significativo na Selic em março. Economistas destacam que a política monetária restritiva está surtindo efeito e que, se os dados econômicos continuarem nesse ritmo, o Banco Central pode optar por um início de ciclo de ajustes mais agressivo. A combinação de fatores internos e externos continuará a influenciar essa trajetória de juros no Brasil.

