Três bispos proeminentes da Igreja da Inglaterra acusaram o governo do Reino Unido de contribuir para uma ‘cultura de impunidade’ em relação à anexação de fato da Cisjordânia por Israel. Durante uma recente visita a comunidades cristãs palestinas na região, os bispos Guli Francis-Dehqani, Rachel Treweek e Graham Usher expressaram preocupação com a omissão do governo britânico sobre a situação. A crítica foi feita no contexto de uma crescente escalada de tensões na área ocupada.
Os bispos destacaram que a postura do Reino Unido tem permitido que Israel avance com suas políticas sem consequências, o que, segundo eles, agrava ainda mais a crise humanitária na Cisjordânia. Essa visita, ocorrida na última semana, visou sensibilizar a opinião pública sobre as dificuldades enfrentadas pelas comunidades cristãs palestinas e a necessidade de uma intervenção mais firme do governo britânico.
As declarações dos bispos podem ter implicações significativas para a política externa do Reino Unido, especialmente em um momento em que a opinião pública se torna cada vez mais crítica em relação ao tratamento dos direitos humanos na região. A pressão sobre o governo britânico para agir pode aumentar, à medida que líderes religiosos e políticos se mobilizam em busca de uma resposta mais assertiva à situação na Cisjordânia.

