O Bitcoin caiu para menos de US$ 67 mil nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, após romper o suporte psicológico de US$ 70 mil. Essa queda representa uma perda de cerca de 20% apenas nesta semana, marcando o menor valor desde novembro de 2024 e levantando questionamentos sobre a função do criptoativo como reserva de valor em um ambiente de crescente aversão ao risco.
Esse movimento de vendas é impulsionado por uma reavaliação da utilidade do Bitcoin, que, embora promovido como “ouro digital”, tem se comportado de forma semelhante a ativos de risco tradicionais. A pressão se intensifica com a liquidação de mais de US$ 2 bilhões em posições no mercado de derivativos e a fraqueza das ações de tecnologia nos Estados Unidos, que reduzem o apetite por investimentos em ativos mais arriscados.
Com a perda do nível de US$ 70 mil, analistas alertam para a possibilidade de uma nova correção, com o Bitcoin buscando faixas entre US$ 60 mil e US$ 65 mil. A confiança no ativo como uma proteção contra a inflação está se esvaindo, à medida que investidores institucionais mudam de compradores a vendedores, refletindo um cenário cada vez mais desafiador para o mercado de criptomoedas.

