O Banco de Brasília (BRB) se tornou cotista de fundos que incluem mais de 100 restaurantes e quatro shoppings em várias partes do Brasil, como parte de um acordo de compensação por perdas financeiras relacionadas ao Banco Master. Essa situação emergiu após a descoberta de que o BRB adquiriu títulos que foram posteriormente investigados por fraudes. Sob a liderança de Nelson Antonio de Souza, o banco agora busca negociar esses ativos, que não fazem parte de seu núcleo operacional habitual.
Entre as novas participações do BRB está o fundo Strelitzia, que traz consigo uma exposição ao Grupo Alife Nino, um importante player no setor de foodservice nacional. Este conglomerado, que opera 14 marcas e mais de 70 estabelecimentos, expandiu suas operações recentemente, incluindo a aquisição de uma rede de restaurantes por um valor significativo. Além disso, o BRB também se tornou cotista do fundo Macam, que inclui shoppings localizados em estados como Goiás e Espírito Santo.
A situação apresenta desafios e oportunidades para o BRB, que agora precisa equilibrar a gestão de ativos considerados problemáticos e aqueles com melhor performance no mercado. Com a participação em pelo menos oito fundos vinculados a operações investigadas, as decisões que a diretoria tomar a respeito desses ativos serão cruciais para a recuperação financeira do banco. A falta de retorno do BRB a solicitações de esclarecimentos sobre o caso levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade da instituição neste cenário.

