Na terça-feira, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um pacote de gastos que visa reabrir grande parte do governo federal, encerrando um shutdown parcial de quatro dias. O voto de 217 a 214 foi um reflexo das tensões políticas em torno das políticas de imigração da administração Trump, que dominaram as discussões recentes.
A legislação aprovada garante financiamento para diversas agências governamentais até o final do ano fiscal, mas restringe a extensão do financiamento para o Departamento de Segurança Interna até 13 de fevereiro de 2026. Essa medida foi elaborada em negociações entre os democratas do Senado e a Casa Branca, recebendo apoio do presidente, embora sua passagem pela Câmara tenha sido marcada por forte oposição de progressistas e conservadores.
Diante das dificuldades, o presidente da Câmara, Mike Johnson, conseguiu formar uma coalizão relutante de republicanos e democratas, pressionados pela Casa Branca e por negociações noturnas, concordando que a continuidade do shutdown causaria danos desnecessários aos trabalhadores federais e à economia mais ampla. O desfecho deste impasse político pode influenciar as futuras discussões sobre imigração e o financiamento governamental.

