A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados elegeu, no dia 4 de fevereiro de 2026, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) como novo presidente do colegiado. Cherini, que defende tratamentos sem respaldo científico, se opôs à vacina contra a covid-19 e promoveu teorias que questionam a eficácia dos imunizantes. Sua eleição foi marcada por 38 votos favoráveis e seis em branco, gerando controvérsia entre os parlamentares.
Durante seu mandato, Cherini se comprometeu a priorizar emendas parlamentares, uma vez que a Comissão de Saúde tem grande relevância na alocação de recursos, podendo distribuir até R$ 4,2 bilhões. Ele já havia trabalhado para a aprovação do uso da ozonioterapia, um tratamento que o Conselho Federal de Medicina não reconhece como válido. As críticas ao seu posicionamento têm aumentado, especialmente em relação ao impacto das vacinas na saúde pública durante e após a pandemia.
As declarações de Cherini sobre vacinas e tratamentos não comprovados têm gerado reações intensas, especialmente entre opositores que alegam que ele contribuiu para a desinformação durante a pandemia. A escolha de Cherini para presidir a Comissão de Saúde é vista como um reflexo das divisões políticas atuais e levanta preocupações sobre a direção que a política de saúde no Brasil poderá tomar nos próximos anos. O debate sobre a eficácia de vacinas e tratamentos alternativos continua a ser um tema polarizador entre os parlamentares e a população em geral.

