Casal nigeriano luta contra infanticídio em comunidades isoladas

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

Em algumas comunidades isoladas no centro da Nigéria, acredita-se que certos bebês representem presságios ruins, levando a práticas de infanticídio. Olusola e Chinwe Stevens gerenciam um abrigo que acolhe essas crianças ameaçadas, oferecendo segurança e cuidado. Contudo, a situação se complica quando as famílias biológicas tentam reaver os filhos, colocando em risco o trabalho do casal.

A história de Esther Stevens, nascida em 2007 em uma vila nos arredores de Abuja, ilustra a gravidade do problema. Sua mãe faleceu durante o parto, e a tradição local considerou a recém-nascida como amaldiçoada. Uma missionária nigeriana intercedeu em seu favor, convencendo um sacerdote tradicional a permitir que a criança fosse salva, desafiando assim as normas da comunidade.

Essa luta contra o preconceito e a superstição revela as profundas implicações sociais enfrentadas por Olusola e Chinwe. A história de Esther não é apenas um testemunho de sobrevivência, mas também uma chamada à ação para que as tradições prejudiciais sejam desafiadas. O trabalho do casal Stevens destaca a necessidade urgente de proteção e apoio às crianças vulneráveis em suas comunidades.

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