Como o Guardian cobriu o início da guerra do Iraque em 2003

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Em março de 2003, o mundo acompanhou com entusiasmo a queda de Saddam Hussein, mas logo a situação se transformou em um cenário de caos e violência. A invasão do Iraque começou em 20 de março, com reportagens do Guardian destacando a ofensiva das forças britânicas e americanas, que atacaram a cidade de Basra, enquanto explosões iluminavam Bagdá sob um intenso bombardeio. Os primeiros relatos de fatalidades britânicas surgiram rapidamente, com um acidente de helicóptero nos arredores do Kuwait resultando na morte de todos a bordo.

Os repórteres do Guardian, como Julian Borger e Rory McCarthy, estiveram na linha de frente, documentando a brutalidade do conflito. Apenas horas após o ataque inicial, Saddam Hussein fez uma aparição desafiadora na televisão, revelando a resiliência do regime iraquiano. O jornal também destacou as preocupações éticas em torno dos ataques, questionando a moralidade da guerra e os precedentes legais estabelecidos pela ação militar dos EUA.

O desdobramento da guerra no Iraque teve implicações globais significativas, levantando questões sobre a legitimidade das intervenções militares e suas consequências duradouras. À medida que a violência se intensificava, o cenário se tornava cada vez mais complexo, refletindo os desafios enfrentados pelos jornalistas e a necessidade de uma reflexão crítica sobre as ações de potências estrangeiras no Oriente Médio. A cobertura inicial do Guardian serve como um lembrete da fragilidade da paz em regiões em conflito.

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