Costa Rica elege presidente com Laura Fernández como favorita contra narcotráfico

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Neste domingo, cerca de 3,7 milhões de costarriquenhos vão às urnas para escolher o novo presidente, com a governista Laura Fernández liderando as pesquisas. Ela se destaca por suas promessas de uma política de mão dura contra a criminalidade, que seus opositores argumentam que poderá levar o país a um regime autoritário. A votação acontece em um clima de normalidade, embora a violência do narcotráfico tenha se intensificado recentemente.

Laura Fernández, que é a herdeira política do atual presidente, busca uma vitória no primeiro turno, necessitando de 40% dos votos. A ex-ministra de 39 anos enfatiza a necessidade de um governo forte para enfrentar o narcotráfico, que transformou a Costa Rica, historicamente vista como um país seguro, em um centro logístico de drogas. Se eleita, ela pretende implementar reformas constitucionais e aumentar a repressão ao crime, o que levanta preocupações sobre os direitos democráticos no país.

Uma possível vitória de Fernández poderia reforçar a presença da direita na América Latina, seguindo tendências recentes em países vizinhos. No entanto, críticos alertam que sua abordagem pode comprometer a democracia, com temores de que busque um poder absoluto, semelhante ao que ocorre em El Salvador sob o governo de Nayib Bukele. As eleições, que também definirão a nova composição do legislativo, são vistas como cruciais para o futuro político e social da Costa Rica.

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