A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar um alegado esquema de fraude financeira no Banco Master encontra barreiras devido às supostas relações entre a cúpula do Congresso e o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estão em evidência por suas conexões com Vorcaro, o que acirra os temores sobre a imparcialidade das investigações.
Fontes indicam que ambos os congressistas frequentaram a residência de Vorcaro em Brasília, o que é considerado um dos principais obstáculos para que os pedidos de CPMI e CPI avancem. Embora o requerimento da CPMI tenha alcançado 278 assinaturas, superando o mínimo necessário, a expectativa é de que Alcolumbre e Motta não coloquem o assunto em votação, temendo que isso possa expor suas próprias relações com o empresário.
A avaliação geral no Congresso sugere que, mesmo se a CPMI for instaurada, seu poder investigativo será restrito, limitando-se a acessar informações já coletadas pela Polícia Federal. Há também a possibilidade de que Alcolumbre utilize técnicas regimentais para postergar os trabalhos, argumentando questões de competência para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal. Assim, a CPMI pode terminar sem o impacto desejado sobre as responsabilidades políticas relacionadas ao Banco Master.

