A União Europeia e oito países muçulmanos condenaram, nesta segunda-feira (9), as medidas anunciadas na véspera por Israel com o objetivo de expandir seu controle sobre a Cisjordânia ocupada. As ações, que foram aprovadas pelo gabinete de segurança israelense, prometem alterar significativamente a realidade jurídica e civil na região, que está sob ocupação desde 1967.
Os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Egito, Turquia, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Paquistão expressaram sua forte reprovação às decisões de Israel, que buscam impor uma soberania israelense sobre a Cisjordânia. Eles alertaram sobre a criação de uma nova realidade jurídica e administrativa que poderia acelerar a anexação ilegal do território e o deslocamento da população palestina.
A União Europeia, por meio de um porta-voz, também se manifestou contra essas medidas, considerando-as um desvio perigoso. Entre as reformas propostas está a transferência de autoridade sobre permissões de construção para assentamentos em áreas palestinas. A Presidência Palestina denunciou as iniciativas como uma tentativa de anexar formalmente a Cisjordânia, enquanto dados da ONU indicam que a expansão de assentamentos atingiu níveis alarmantes nos últimos anos.

