Cuba aceita dialogar com EUA, mas exige respeito à soberania

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (5) que seu país está aberto a dialogar com os Estados Unidos sobre diversos temas, mas enfatizou que isso deve ocorrer sem pressões externas. A declaração surge em um contexto tenso, marcado por ameaças crescentes de Washington, que tem intensificado suas ações contra Cuba, especialmente após eventos na Venezuela.

Díaz-Canel destacou que qualquer diálogo deve respeitar a soberania e a independência de Cuba, sem interferências nos assuntos internos da ilha. A situação se agrava com as recentes medidas adotadas pelo governo Trump, que incluem tarifas sobre o petróleo destinado a Cuba, além do corte de fornecimentos essenciais, como o de petróleo proveniente da Venezuela, aliado estratégico da ilha.

A insistência de Trump em buscar um acordo com Havana não garante um diálogo formal neste momento, mas as autoridades cubanas mencionaram trocas de mensagens com representantes dos EUA. A expectativa é que essa situação possa evoluir, embora a pressão econômica e política continue a ser um desafio significativo para o governo cubano, que enfrenta um desabastecimento crítico de combustível.

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