Cuba se oferece para diálogo com EUA, mas sem condições impostas

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou em pronunciamento televisionado, nesta quinta-feira (5), que seu país está aberto ao diálogo com os Estados Unidos sobre qualquer tema relevante. No entanto, ele enfatizou que esse diálogo deve ocorrer sem pressões ou pré-condições. A afirmação surge em um momento de tensão, com o governo americano intensificando suas ameaças contra a ilha caribenha.

Díaz-Canel destacou que as conversas devem ser pautadas pelo respeito à soberania e à autodeterminação de Cuba. Ele criticou as ações do governo americano, que, após a crise política na Venezuela, impôs sanções severas à ilha, incluindo tarifas para países que vendem petróleo a Cuba. Essas medidas, segundo o presidente cubano, têm causado um sério desabastecimento de combustível na economia cubana.

A situação atual indica que, embora haja uma disposição para negociar, as relações entre Cuba e Estados Unidos permanecem tensas. O vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, mencionou que, embora não haja um diálogo formal, tem havido trocas de mensagens entre os governos. A continuidade dessas interações poderá determinar os próximos passos nas relações bilaterais.

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