Evan Shinners, pianista anglo-americano de 40 anos, levanta questões sobre a relevância da música clássica para as novas gerações. Ele expressa preocupações sobre a transformação de obras renomadas em meras atrações pop, citando experiências como os Concertos Candlelight, onde a fusão de estilos pode prejudicar a essência da música clássica. A busca por um público mais jovem desafia as orquestras a encontrar um equilíbrio entre inovação e respeito à tradição.
Shinners destaca a necessidade de preservar a integridade das composições, como as de Bach, enquanto tenta atrair ouvintes mais jovens. Com projetos como o podcast ‘WTF Bach’ e apresentações em locais inusitados, ele busca desmistificar a música erudita e torná-la acessível sem comprometê-la. Pesquisas recentes, como a do Theatro Municipal de São Paulo, mostram que 29% do público está abaixo dos 34 anos, evidenciando um interesse crescente, mas também a necessidade de adaptação às novas tendências.
A música clássica enfrenta um dilema contemporâneo: como cativar o público jovem sem diluir sua essência. Eventos inovadores, como o festival BBC Proms e concertos de trilhas sonoras, demonstram possibilidades promissoras. Shinners acredita que, apesar dos desafios, há sinais de uma renascença na música clássica, indicando que a busca por qualidade e tradição pode coexistir com a modernidade.

