Dinamarca aumenta efetivo militar diante de ameaças dos EUA

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

A Dinamarca está expandindo suas Forças Armadas em meio a crescentes preocupações relacionadas às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia. A cidade de Haderslev, que foi o cenário da última batalha em solo dinamarquês em 1940, agora serve como o local de treinamento para novos recrutas, refletindo um cenário de insegurança inédito na Europa do pós-guerra.

A decisão de aumentar o efetivo militar inclui a extensão do serviço militar obrigatório de quatro para 11 meses, além de tornar o recrutamento neutro em termos de gênero. Especialistas destacam que a postura assertiva de Trump em relação à Groenlândia e a apatia da administração americana em relação à OTAN têm pressionado Copenhague a reconsiderar sua defesa nacional, que esteve por muito tempo complacente frente a aliados. A primeira turma de recrutas sob este novo sistema se apresentou recentemente, trazendo um novo vigor às Forças Armadas dinamarquesas.

As implicações dessa expansão militar são profundas, com um aumento previsto de quase 2 mil novos soldados anualmente até 2033. A necessidade de fortalecer a presença militar na Groenlândia é uma resposta direta à instabilidade provocada pelas ações americanas. O sentimento nacional se transforma, refletindo uma desconfiança crescente em relação aos EUA, que antes eram vistos como aliados confiáveis.

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