O diretor do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina, Marco Lavagna, renunciou ao cargo em 2 de fevereiro de 2026, após divergências com o governo sobre a nova metodologia de cálculo da inflação. A decisão foi confirmada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e ocorre em um momento em que o país se preparava para atualizar seus índices oficiais, visando refletir com maior precisão os hábitos de consumo atuais.
A saída de Lavagna acontece em um cenário de queda acentuada da inflação, que passou de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025. O governo de Javier Milei optou por manter a metodologia atual do Indec para evitar questionamentos sobre a eficácia da nova abordagem, que se basearia em dados de 2017-2018. Caputo ressaltou que a mudança deveria ocorrer apenas quando o processo de desinflação estivesse consolidado, o que gerou tensões entre Lavagna e a administração atual.
Com a renúncia, Pedro Lines, atual diretor-técnico do Indec, assumirá a liderança temporariamente. Lavagna, que é próximo da oposição peronista, havia sido visto como uma figura de credibilidade no órgão responsável pela divulgação da inflação. A nova metodologia, ajustada às recomendações internacionais, promete abordar lacunas da anterior, que utilizava dados obsoletos e não incluía despesas modernas relevantes.

