Na terça-feira, 3 de fevereiro, o dólar registrou uma leve queda no mercado brasileiro, encerrando o dia cotado a R$ 5,25. Esse movimento acompanha a desvalorização da moeda americana no exterior, influenciada pela aprovação de um pacote de financiamento governamental de US$ 1,2 trilhão nos Estados Unidos. A alta do petróleo e a expectativa de fluxo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira também contribuíram para a apreciação do real.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) provocou reações significativas no mercado, levando instituições como Santander e Itaú a revisarem suas projeções para a taxa Selic. As expectativas agora apontam para uma redução de 0,50 ponto porcentual em março, o que pode acelerar o ciclo de cortes nos juros. Especialistas destacam que a manutenção de uma taxa real elevada e o diferencial entre juros nacionais e internacionais podem favorecer o carry trade, desencorajando investimentos em dólar.
Os analistas acreditam que a combinação de um quadro externo favorável e uma possível apreciação do real pode trazer novas oportunidades para a economia brasileira. Com o fluxo de recursos externos já superando R$ 26 bilhões apenas em janeiro, a perspectiva é otimista quanto à entrada de investimentos. Assim, o cenário atual sugere que o dólar pode se manter abaixo da marca de R$ 5,00 ao longo do primeiro semestre de 2026, caso as condições permaneçam favoráveis.

