Encontro EUA-Irã reaviva riscos geopolíticos nos mercados de petróleo

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O recente encontro entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, promovido em Omã, trouxe de volta à agenda o risco geopolítico que afeta os mercados financeiros. Segundo Gustavo Trotta, economista da Valor Investimentos, a reação do mercado se dá mais pela volatilidade das expectativas do que pela iminência de um conflito. Ele observa que, embora a retomada do diálogo seja positiva, a retórica militar do Irã continua a aumentar a incerteza e o prêmio de risco associado ao petróleo.

Essa instabilidade no setor petrolífero impacta diretamente a inflação, visto que os preços do barril têm reflexo imediato no bolso do consumidor. Trotta enfatiza que o mercado não precifica um cenário de guerra, mas sim a incerteza que tal cenário gera. A escalada das tensões pode resultar em um efeito amplo, afetando não apenas a inflação global, mas também a economia brasileira, que é sensível a esses flutuares de preço.

No contexto da bolsa brasileira, a situação é ainda mais crítica, uma vez que as ações estão fortemente ligadas ao desempenho das commodities. Trotta destaca que o impacto no Brasil pode ser acentuado, tendo em vista que empresas como Petrobras e Vale estão entre as mais influentes no mercado. A combinação de diálogo e incerteza, portanto, parece ser a chave para entender as futuras oscilações nos preços e suas repercussões econômicas.

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