Especialistas em saúde mental expressam preocupação com o aumento alarmante de diagnósticos de transtornos mentais, impulsionado pela rápida prescrição de medicamentos e automedicação, especialmente entre jovens. O psiquiatra Luis Augusto Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, destaca que essa situação pode levar a diagnósticos apressados e tratamentos inadequados, resultando em dependência de medicamentos sem a devida orientação médica.
Os dados são preocupantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 1 bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais, e no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 600 mil atendimentos por ansiedade em um ano. O fenômeno é especialmente visível entre a geração Z, que frequentemente busca diagnósticos para desconfortos cotidianos, muitas vezes sem respaldo médico, o que leva a uma patologização de experiências normais da vida.
Com o crescimento do uso de redes sociais, a disseminação de informações imprecisas sobre saúde mental tem exacerbado essa situação. A pressão social e a normalização do uso de medicamentos sem supervisão médica podem resultar em consequências graves para a saúde mental e física dos jovens. Portanto, é crucial promover uma abordagem mais fundamentada e responsável na avaliação e tratamento de transtornos mentais.

