Um estudo recente da Receita Federal revelou que, em 2024, 100 cidades no Brasil foram responsáveis por 77,6% da arrecadação total de impostos, apesar de abrigarem apenas 36,4% da população. A capital paulista destacou-se, arrecadando R$ 581,2 bilhões, o que representa cerca de 23,1% do total do país. Outras cidades significativas incluem Rio de Janeiro e Brasília, evidenciando uma clara concentração de recursos fiscais.
A pesquisa mostra que a região Sudeste é responsável por 53% da arrecadação, enquanto o Sul contribui com 26%. Essa desigualdade é atribuída à concentração industrial e comercial nessas regiões, onde cidades como Barueri, Osasco e Curitiba se destacam. O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação enfatizou que esse cenário ilustra a disparidade econômica existente no Brasil.
O estudo também levanta questões sobre possíveis mudanças futuras na arrecadação. A expectativa é que a Reforma Tributária, prevista para 2033, possa alterar significativamente o atual panorama, transferindo a arrecadação para o local de consumo em vez de onde os produtos são produzidos. Essa mudança pode ter um impacto profundo na distribuição dos recursos fiscais entre as diferentes regiões do país.

