Um estudo recente publicado na revista JAMA desafia a noção de que o café deve ser evitado por pessoas com problemas cardíacos. Pesquisadores monitoraram 200 pacientes com fibrilação atrial, uma condição que causa batimentos irregulares, e descobriram que aqueles que mantiveram o consumo de café tiveram uma taxa de recorrência da arritmia significativamente menor em comparação com aqueles que cortaram a bebida por seis meses.
Os resultados mostraram que 47% dos pacientes que continuaram a beber café desenvolveram fibrilação atrial novamente, em comparação com 64% do grupo que evitou a cafeína. Os especialistas, incluindo cardiologistas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, ressaltam que a moderação é fundamental, pois o café contém compostos benéficos que podem contribuir para a saúde do coração, mas seu consumo deve ser individualizado.
A pesquisa sugere que a crença de que o café é prejudicial deve ser revista, oferecendo uma nova perspectiva sobre os hábitos alimentares de pessoas com arritmia. Embora o café possa ter um efeito estimulante em algumas pessoas, isso não implica necessariamente em arritmia. A recomendação é que os pacientes consultem seus médicos sobre o consumo moderado de café, que pode ser seguro e até benéfico em quantidades adequadas.

