Os Estados Unidos solicitaram, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, negociações trilaterais com a Rússia e a China para discutir novos limites para armas nucleares, após a expiração do Novo START, o tratado que controlava o arsenal nuclear das duas potências. O subsecretário de Estado americano, Thomas DiNanno, enfatizou a necessidade de uma nova abordagem devido às supostas violações por parte da Rússia e à falta de controle sobre o arsenal chinês. A proposta, no entanto, enfrenta resistência, uma vez que Pequim já indicou que não está disposta a participar das negociações.
O Kremlin, por sua vez, não descartou a possibilidade de se envolver nas tratativas, mas condicionou sua participação à inclusão da França e do Reino Unido, aliados dos Estados Unidos na OTAN. O embaixador russo Gennady Gatilov destacou que a presença destas potências é essencial para um diálogo eficaz, dado o seu status nuclear. O Novo START, assinado em 2010, foi o último acordo a buscar controlar a escalada nuclear, limitando o número de ogivas nucleares e estabelecendo mecanismos de verificação.
Com o fim do Novo START, e a crescente modernização dos arsenais nucleares, a situação global de segurança se torna ainda mais complexa. Os Estados Unidos possuem 5.177 ogivas nucleares, enquanto a Rússia conta com 5.459, números significativamente superiores aos de outras nações. A expansão do arsenal da China, embora ainda inferior em números absolutos, ocorre em um ritmo acelerado, o que levanta preocupações sobre a estabilidade geopolítica no futuro.

