A Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, formalizou um empréstimo de R$ 2,9 bilhões junto à Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Este aporte visa aprimorar suas operações em Goiás e inclui uma opção para que o governo dos EUA adquira uma participação minoritária na empresa. O acordo foi fechado após 18 meses de negociações e representa um passo significativo para a inserção estratégica dos Estados Unidos no setor mineral brasileiro.
O capital será utilizado principalmente na unidade Pela Ema, que detém grandes reservas de elementos raros, essenciais para a indústria de alta tecnologia. O diretor de operações da Serra Verde, em entrevista à Bloomberg, afirmou que a participação do governo americano não interferirá na gestão da mineradora. A empresa já conta com investimentos de outras entidades, mas vê a possibilidade de associação com os EUA como uma oportunidade de fortalecer sua posição no mercado global.
Além de atender à demanda interna, o financiamento ocorre em um momento crítico em que a administração Trump busca diversificar as fontes de suprimento de minerais essenciais, reduzindo a dependência da China. A Serra Verde planeja aumentar sua produção de óxidos de terras raras, prevendo iniciar a produção comercial em 2024 e expandir sua capacidade até 2027. Esse movimento pode ter implicações significativas não apenas para a empresa, mas também para a dinâmica do mercado de minerais raros na América Latina.

