Augusto Blacker Miller, que foi chanceler do Peru sob o governo de Alberto Fujimori, faleceu em 23 de janeiro em um hospital prisional no Rio de Janeiro. Ele tinha 80 anos e sua morte foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Miller havia sido preso em dezembro de 2022, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva emitido pelo Supremo Tribunal Federal, visando sua extradição para o Peru.
O ex-ministro viveu em Miami antes de sua detenção, e seu paradeiro era desconhecido desde 2018. Ele havia sido condenado em 2007 por irregularidades em um projeto de incinerador na Albânia, juntamente com outros ex-ministros de Fujimori. Sua prisão no Brasil, realizada pela Polícia Federal, ocorreu com o apoio de agências internacionais, refletindo a complexidade de sua situação legal e as relações entre Brasil e Peru.
A morte de Miller em um hospital prisional levanta questões sobre a eficácia do sistema de justiça e as condições de detenção em casos de extraditação. Além disso, pode impactar o relacionamento entre os dois países, especialmente considerando os antecedentes de Miller e as acusações que pesavam sobre ele. O caso destaca a importância da cooperação internacional em questões de segurança e justiça penal.

