Farage é acusado de fazer ‘não-desculpa’ por comportamento racista

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O líder do partido Reform UK, Nigel Farage, fez um pedido de desculpas que foi considerado vago por um ex-colega de escola, que o acusou de comportamentos racistas e antissemitas. Durante uma entrevista à BBC, Farage afirmou estar ‘desculpado’ caso tivesse ‘genuinamente’ machucado alguém, gerando críticas ao que foi rotulado como uma ‘não-desculpa’. Esta declaração marca a primeira vez que Farage expressa algum remorso desde o início das controvérsias, que ganharam destaque após uma investigação do Guardian.

O ex-colega de Farage, o cineasta Peter Ettedgui, apontou que a declaração do político falhou em reconhecer a gravidade das acusações. A controvérsia remonta a sua época na Dulwich College, uma escola particular em Londres, e levanta questões sobre o impacto de suas ações no passado. Ettedgui enfatiza que a declaração não aborda adequadamente o sofrimento causado por comportamentos discriminatórios, sugerindo que a resposta de Farage foi insuficiente e evasiva.

As implicações dessa controvérsia se estendem além da esfera pessoal, afetando a imagem pública de Farage e sua posição política. À medida que o debate sobre racismo e antissemitismo continua a ganhar espaço no Reino Unido, a resposta de figuras públicas como Farage é cada vez mais scrutinada. O desdobramento dessa situação poderá influenciar não apenas a trajetória política de Farage, mas também o discurso em torno da tolerância e do respeito nas instituições educacionais.

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