Fictor, de Rafael Góis, pede recuperação judicial após crise financeira

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, protocolou pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 1º de fevereiro de 2026, enfrentando uma crise de liquidez de R$ 4 bilhões. A situação se agravou após a tentativa da Fictor de adquirir o Banco Master, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central um dia após a oferta. A holding busca suspender execuções e bloqueios por 180 dias para viabilizar novas negociações financeiras.

O pedido de recuperação é justificado pela empresa como uma resposta a uma “crise de liquidez momentânea” causada por especulações e cobertura negativa na imprensa. A Fictor, que atua em diversos setores e tem presença internacional, afirma não ter histórico de atrasos em pagamentos e pretende quitar seus compromissos na íntegra. A iniciativa visa proteger mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, garantindo a continuidade das operações da holding.

Com a recuperação judicial, a Fictor poderá reestruturar suas obrigações financeiras e negociar condições com os credores sem interromper suas atividades. Esse processo é essencial para a recuperação da saúde financeira da empresa e pode impactar a confiança do mercado em suas operações futuras. A situação é um alerta sobre os riscos envolvidos em aquisições e a volatilidade do setor financeiro no Brasil.

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