O filme ‘Melania’, que estreou com uma arrecadação de $7 milhões, tem sido amplamente divulgado como o documentário de maior sucesso na última década. No entanto, críticos destacam que, apesar da rotulagem, a produção é mais um exercício de branding do que uma verdadeira investigação documental. A ex-primeira-dama, ao descrever o filme como uma ‘experiência criativa’, reforça essa perspectiva, afastando-se da definição tradicional de documentário.
Analisando o contexto, a estratégia de marketing por trás do filme se torna evidente. A arrecadação é interpretada não como um triunfo do cinema, mas sim como um indicador da eficácia da promoção política e da ativação de uma base de apoio. Essa abordagem questiona o uso do termo ‘documentário’, sugerindo que a classificação pode desvirtuar o gênero e afetar a confiança do público na mídia não ficcional.
As implicações dessa confusão são significativas, pois a categorização errônea pode levar a uma diminuição da credibilidade do documentário como forma de arte. Com a crescente desconfiança em relação às fontes de informação, o risco é que projetos promocionais sejam aceitos sem crítica, prejudicando a integridade do discurso público. Portanto, a discussão sobre o filme ‘Melania’ não é apenas sobre seu sucesso financeiro, mas sobre o que isso significa para a compreensão do papel dos documentários na sociedade contemporânea.

