Camilo Castro, um professor de ioga francês de 41 anos, viveu um intenso período de sofrimento ao ser detido na Venezuela por acusação de espionagem. Durante cinco meses, ele enfrentou condições desumanas nas prisões, onde foi ameaçado de tortura e submetido a interrogatórios brutais. Em liberdade desde novembro, Castro decidiu compartilhar sua experiência para ajudar outras vítimas ainda encarceradas no país.
Em sua narrativa, Castro descreve os horrores que vivenciou, incluindo banheiros imundos e ambientes insalubres, além do constante medo de tortura. Ele menciona a atuação da DGCIM, a agência de contrainteligência militar, e as condições adversas que muitos presos políticos enfrentam, ressaltando a falta de comida e cuidados médicos. A situação na Venezuela é alarmante, com organismos internacionais investigando crimes contra a humanidade sob o governo de Nicolás Maduro.
Castro expressa sua dor ao lembrar das humilhações e da desumanização que sofreu, mas também demonstra resiliência e esperança. Apesar das más lembranças, ele se sente conectado à Venezuela e deseja que sua história ajude a conscientizar o mundo sobre as violações de direitos humanos no país. O caso de Castro pode impulsionar discussões sobre a necessidade de ações internacionais mais firmes em relação ao regime venezuelano.

