O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que a Polícia Federal investigue uma suposta espionagem envolvendo o governo do Recife. A determinação foi feita em resposta a alegações de monitoramento ilegal de integrantes da administração do prefeito João Campos, que é pré-candidato ao governo de Pernambuco, em meio a um cenário eleitoral acirrado.
Mendes paralisou uma investigação do Ministério Público de Pernambuco, ressaltando que a prática de espionagem, incluindo a instalação de rastreadores e coleta de dados digitais, fere os direitos fundamentais de privacidade. O alvo da suposta espionagem é o secretário municipal de Articulação Política e Social, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo, que também é assessor da prefeitura. A acusação é que os dois foram seguidos por agentes da Polícia Civil do estado.
O caso ganhou notoriedade na mídia após uma reportagem que revelou a instalação de um rastreador no carro de Monteiro. A apuração sobre a prática de espionagem levanta questões sobre a legalidade das ações da Polícia Civil, que nega qualquer irregularidade, e destaca a necessidade de um controle judicial mais rigoroso em investigações que envolvem questões políticas.

