A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Rio de Janeiro receberá na próxima quarta-feira, 11, o governador Cláudio Castro e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos. A sessão marcada para hoje foi cancelada devido à ausência dos dois, que alegaram compromissos oficiais. A convocação dos governadores e secretários é vista como essencial para a CPI, que busca informações sobre a atuação de milícias e facções criminosas no estado.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, argumenta que a colaboração dos gestores de segurança é crucial, pois eles detêm informações detalhadas sobre a realidade local e são responsáveis pela execução das políticas públicas de segurança. A CPI, instalada em novembro, tem um orçamento inicial de R$ 30 mil e um prazo de quatro meses para suas investigações. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, já anunciou planos para convocar o governador do Distrito Federal, que se fez representar por seu secretário.
Além das audiências dos governadores, a CPI também protocolou convites para depoimentos de figuras relevantes, incluindo a advogada Viviane Barci de Moraes e os irmãos do ex-ministro Dias Toffoli. A convocação busca esclarecer possíveis conexões entre serviços jurídicos e atividades criminosas. A atuação da CPI pode influenciar o governo federal, à medida que a oposição busca usar este colegiado como uma ferramenta de pressão no atual cenário político.

