O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou suas críticas ao modelo de políticas públicas do Banco Mundial durante um evento em Salvador, na sexta-feira, 6. Ele afirmou que, enquanto o Banco Mundial se concentra em programas limitados, o governo Lula busca implementar políticas que beneficiem um número maior de pessoas, citando iniciativas como o Prouni e a expansão dos institutos federais.
Haddad ressaltou a diferença entre as abordagens, defendendo que as políticas públicas devem ter um impacto significativo e amplo. Ele também criticou a gestão econômica do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que houve um ‘estupro’ das contas públicas e que a narrativa de que as finanças estavam em ordem foi uma farsa. O ministro afirmou que a nova administração deve enfrentar desafios financeiros significativos, decorrentes de decisões do governo anterior.
Além das críticas, Haddad se mostrou otimista em relação ao futuro, defendendo o arcabouço fiscal aprovado em 2023, que estabelece um novo equilíbrio em relação ao teto de gastos. Ele acredita que a gestão atual está tomando medidas necessárias para organizar as finanças públicas e se disse confiante na capacidade do PT em abordar questões econômicas nas próximas eleições. Sua presença no evento foi marcada por um forte apelo à mobilização política e ao debate sobre as políticas implementadas pelo governo atual.

