O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na sexta-feira, 6, que o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído em 2025, busca renegociar as dívidas estaduais com a União. O programa prevê a extensão do prazo de pagamento por até 30 anos e a redução de juros, visando contrapartidas em investimentos sociais e permitindo a federalização de ativos, como empresas estatais.
Durante um evento do PT em Salvador, na Bahia, Haddad afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faz distinções entre governadores ao priorizar a necessidade de atender a população de cada Estado. O programa surgiu de um entendimento entre Lula e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que defendia a renegociação das dívidas, especialmente em Minas Gerais.
O ministro defendeu que a situação das dívidas estaduais era insustentável e que medidas eram necessárias. Ele também mencionou que o Propag beneficiaria Estados não devedores por meio de um fundo criado com parte dos descontos, buscando garantir a sustentabilidade das finanças estaduais e a importância de destravar investimentos nos Estados.

