O Ibovespa fechou em alta de 1,58% no dia 3 de fevereiro de 2026, alcançando a marca histórica de 185,6 mil pontos. Este desempenho foi impulsionado pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sugere um ciclo de corte de juros a partir de março. O dólar, por sua vez, apresentou queda, encerrando cotado a 5,23 reais.
Os investidores reagiram positivamente à leitura da ata, que destaca a disposição da autoridade monetária em iniciar a redução da taxa Selic, embora mantenha uma abordagem cautelosa para assegurar a convergência da inflação à meta de 3% ao ano. A analista Paula Zogbi, da Nomad, enfatiza que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua atraindo capital estrangeiro, beneficiando o mercado local. Apesar de uma queda de 1,2% na produção industrial em dezembro, a expectativa é de recuperação com a redução da inflação e da taxa básica de juros.
No cenário internacional, a alta do Ibovespa também é influenciada por um aumento do apetite por risco, após um acordo comercial entre Estados Unidos e Índia. O anúncio da redução de tarifas entre os dois países contribui para um fluxo positivo em mercados emergentes. Assim, as condições econômicas internas e externas convergem para um ambiente otimista para os investidores brasileiros, indicando um possível fortalecimento do mercado nos próximos meses.

