Incêndios florestais se tornam nova normalidade na Patagônia argentina

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Os incêndios florestais na Patagônia argentina, que já devastaram mais de 60 mil hectares, são considerados uma nova normalidade, de acordo com o biólogo Thomas Kitzberger. Ele ressalta que a combinação de ondas de calor, desertificação e o crescimento populacional têm tornado esses incêndios cada vez mais frequentes e difíceis de extinguir, resultando em profundas mudanças no ecossistema local.

Kitzberger, que estuda a evolução desses fenômenos há quatro décadas, explica que a umidade das florestas, antes um fator protetor, está sendo afetada, levando a um aumento exponencial na área queimada nos últimos 20 anos. As previsões climáticas indicam que a temperatura na região poderá aumentar entre 2 a 4 graus até o final do século, além de uma redução significativa nas precipitações, o que poderá multiplicar por quatro a sete vezes a probabilidade de incêndios.

As implicações são alarmantes, pois a degradação ambiental pode transformar florestas em matagais, impactando negativamente o turismo e os serviços associados à natureza. A situação exige atenção urgente, uma vez que a capacidade de regeneração das florestas está comprometida, aumentando a vulnerabilidade da região a novos incêndios e suas consequências devastadoras.

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