Indicação de Guilherme Mello ao Banco Central gera debate entre economistas

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a indicação de Guilherme Mello, atual secretário de política econômica, para uma diretoria do Banco Central do Brasil. O anúncio, feito ao presidente Lula, ainda depende de formalização e aprovação pelo Senado. A escolha suscitou reações na Faria Lima, refletindo o temor do mercado em relação à política e à técnica na gestão econômica.

Guilherme Mello, economista com uma sólida formação acadêmica, enfrenta críticas por sua experiência limitada no mercado financeiro e por sua vinculação ao PT. Economistas como Alex Agostini e Marcelo Mello defendem que a presença de acadêmicos em instituições financeiras não é incomum e ressaltam que decisões no Banco Central são sempre tomadas em grupo, o que dilui a influência de um único diretor.

Os analistas argumentam que a polêmica gerada é mais ruído do que uma ameaça real à estabilidade econômica. A composição colegiada do Banco Central, que inclui oito diretores além do presidente, garante uma diversidade de perspectivas nas decisões. A história mostra que, com o tempo, as preocupações iniciais tendem a se acalmar, permitindo que o foco retorne à gestão pragmática e técnica da política monetária.

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