Apesar dos avanços significativos em desempenho, telas e câmeras, a autonomia das baterias de smartphones continua a ser uma preocupação central para os consumidores. Atualmente, muitos aparelhos oferecem apenas um dia de uso intenso sem recarga. Enquanto isso, fabricantes chinesas como Realme e Honor estão investindo em baterias de silício-carbono, que aumentam a capacidade em até 30%, mas apresentam uma vida útil reduzida em comparação às tradicionais de íon-lítio.
A indústria de smartphones tem se voltado para soluções como carregamento rápido, mas a necessidade de baterias que durem mais permanece sem resposta satisfatória. Especialistas apontam que as baterias de íon-lítio atingiram um teto em termos de capacidade, limitando as inovações. Embora as novas químicas, como o silício-carbono, ofereçam promissoras melhorias, elas não são amplamente adotadas pelas principais empresas, que priorizam a durabilidade e a segurança dos produtos.
Com essa realidade, a competição entre fabricantes pode levar a mudanças significativas no mercado. As promessas de autonomia de dois a três dias frequentemente dependem de cenários de uso otimizado, o que nem sempre se alinha com o cotidiano dos usuários. Assim, ainda que a tecnologia de silício-carbono represente um avanço, os consumidores podem ter que esperar por soluções mais robustas para a autonomia de suas baterias de smartphone.

