O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afastou a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo nos Estados Unidos, em uma entrevista realizada na segunda-feira, 2. Durante a conversa, Infantino reafirmou sua decisão de conceder um prêmio da paz a Donald Trump, destacando que ‘objetivamente, ele merece’ tal reconhecimento. Essa declaração surge em meio a um ambiente político tenso nos EUA e críticas sobre a relação do ex-presidente com questões de imigração.
Infantino enfrentou severas críticas pela honraria dada a Trump, especialmente após eventos controversos, como tentativas de intervenção na Venezuela e declarações sobre a Groenlândia. O presidente da Fifa argumentou que nunca houve apelos para que empresas boicotassem um país, questionando por que o futebol deveria ser tratado de forma diferente. Ele enfatizou a importância de criar oportunidades para que as pessoas se reunam em torno da paixão pelo esporte, mesmo em tempos de divisão.
Enquanto defende a realização da Copa do Mundo nos EUA, a postura de Infantino contrasta com a abordagem restritiva da Fifa em relação à Rússia, que permanece banida de competições desde 2022, após a invasão da Ucrânia. O presidente da Fifa indicou a possibilidade de reconsiderar a inclusão de clubes russos nas competições internacionais, sugerindo que as proibições atuais geraram mais frustração e ódio. A situação levanta questões sobre a consistência das políticas da Fifa em relação a diferentes países e contextos políticos.

