O influenza D, um vírus da família da gripe inicialmente identificado em suínos e bovinos, tem atraído a atenção de pesquisadores nos últimos meses. Desde sua descoberta em 2011 nos Estados Unidos, ele foi considerado um agente restrito a animais, mas novas evidências indicam que o contato humano com o vírus pode ser mais frequente do que se acreditava.
Estudos mostram que trabalhadores que lidam com gado apresentam níveis elevados de anticorpos contra o influenza D. Embora ainda não existam registros de surtos em humanos, a capacidade do vírus de se replicar no trato respiratório de modelos animais e a sua crescente diversidade genética despertam preocupações sobre possíveis adaptações que podem levar a transmissões entre pessoas no futuro.
Atualmente, o influenza D não é monitorado nos sistemas tradicionais de vigilância respiratória em humanos, o que pode resultar em infecções leves não detectadas. A ciência não observa um surto em andamento, mas enfatiza a importância de acompanhar esses patógenos antes que mudanças evolutivas permitam novas formas de transmissão, como já ocorreu com outras zoonoses.

