O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a interrupção de sua relação com o Banco Master, decisão motivada por um grande número de reclamações de segurados e irregularidades em contratos de crédito consignado. Até outubro de 2025, o banco mantinha 324.849 contratos ativos com o INSS, dos quais 251 mil não apresentavam documentação regular. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, destacou que a renovação do acordo, que estava vigente desde 2020, não ocorreria após o vencimento em setembro do ano passado.
A decisão de não renovar o acordo, que permitia ao banco oferecer empréstimos com desconto na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 2 bilhões em repasses. Waller afirmou que, antes mesmo de qualquer ação formal de órgãos de controle, a orientação da presidência foi para que fosse feito um pente-fino nos contratos, indicando a existência de problemas. Essa ação ocorre em meio a uma investigação da comissão parlamentar mista (CPMI) que apura fraudes no sistema previdenciário.
Com a suspensão da parceria, o dono do Banco Master, um empresário identificado como Daniel Vorcaro, deverá prestar depoimento no final de fevereiro. Enquanto isso, a análise de um pedido de quebra de sigilos do banco foi adiada para após o Carnaval. O INSS agora se concentra em garantir a regularidade dos contratos de crédito consignado e proteger os interesses dos segurados, em um cenário de crescente supervisão e fiscalização do sistema financeiro.

