O Irã intensificou, nesta segunda-feira (9), a repressão interna após a última onda de protestos, resultando em novas detenções de políticos reformistas. Essa ação ocorre em paralelo às negociações em curso com os Estados Unidos sobre o programa nuclear do país. O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohamad Eslami, declarou que o Irã está disposto a diluir seu urânio enriquecido, caso os EUA suspendam as sanções.
As recentes detenções incluem cinco figuras do campo reformista, como Azar Mansuri e o ex-deputado Ali Shakuri Rad. O governo iraniano considera os protestos como “distúrbios” instigados por forças externas, como Estados Unidos e Israel. Em meio a essa repressão, o aiatolá Ali Khamenei pediu ao povo que mostre determinação frente à pressão estrangeira, enfatizando que o poder nacional depende da vontade do povo.
As conversas entre Irã e EUA, que ocorreram em Omã, foram consideradas positivas, embora a desconfiança persista. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel continuam a pressionar o Irã, que, apesar da repressão, dá sinais de que pode ceder em alguns aspectos para evitar um novo conflito. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) reportou um elevado número de mortos e detenções durante os protestos recentes.

