Irã classifica exércitos europeus como terroristas em retaliação à UE

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Neste domingo, 1º de fevereiro de 2026, o Irã anunciou que os exércitos de países europeus serão considerados organizações terroristas. Essa decisão segue a recente inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações terroristas pela União Europeia, uma ação que provocou uma forte reação de Teerã. O anúncio foi feito em um contexto de crescente repressão a protestos internos no país.

Os parlamentares iranianos, em uma sessão que marcou a declaração, vestiram fardas da Guarda Revolucionária e entoaram cânticos hostis, evidenciando a intensidade da retaliação política. A decisão da União Europeia foi motivada pela repressão violenta a manifestações que resultaram em um número alarmante de mortes, conforme relatado por organizações de direitos humanos. Estima-se que mais de 6.700 pessoas tenham perdido a vida durante os protestos, um número significativamente maior que o oficial.

À medida que as tensões aumentam, as implicações dessa nova classificatória podem afetar as relações diplomáticas entre o Irã e a Europa. A escalada de hostilidade sugere que a situação no Irã, marcada por uma economia em colapso e repressão brutal, pode se tornar ainda mais complexa. Observadores internacionais permanecem atentos ao desdobramento dessa crise, que pode impactar não apenas a política interna iraniana, mas também as dinâmicas regionais e globais.

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