O Irã decidiu iniciar negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear, com um encontro agendado para 6 de fevereiro na Turquia. O presidente Donald Trump advertiu que ‘coisas ruins’ podem acontecer se não houver um acordo, refletindo a crescente tensão entre os dois países. A decisão de diálogo surge em meio a uma repressão interna significativa e pressões externas sobre Teerã.
As conversas, que podem envolver o enviado americano Steve Witkoff e o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, são resultado de esforços de mediação de países como Egito, Catar e Turquia. O clima de pressão aumentou após protestos no Irã, inicialmente contra o custo de vida, que se transformaram em um movimento contra o regime. A situação levanta preocupações sobre a possibilidade de um conflito regional caso a situação não seja resolvida pacificamente.
Com o alerta de Trump e a resposta do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que mencionou o risco de ‘guerra regional’, as negociações se tornam ainda mais críticas. O Irã, que nega qualquer intenção de desenvolver armas nucleares, se vê pressionado a renunciar ao enriquecimento de urânio, um ponto central nas discussões. As próximas semanas serão determinantes para a relação entre os dois países e a estabilidade na região.

