O Irã está disposto a diluir seu urânio altamente enriquecido, caso os Estados Unidos decidam suspender todas as sanções contra o país. Essa afirmativa foi feita pelo diretor da Organização de Energia Atômica de Teerã, Mohammad Eslami, que comentou sobre a retomada das negociações entre as duas nações nesta segunda-feira (9). Eslami destacou que a possibilidade de diluição do urânio enriquecido a 60% está condicionada à suspensão das sanções, mas não especificou se isso incluiria todas as sanções aplicadas ao Irã ou apenas aquelas impostas pelos EUA.
Na última semana, as conversas entre Washington e Teerã foram reiniciadas, visando um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Eslami afirmou que, nas negociações, estão sendo abordadas questões técnicas e nucleares, além de tópicos políticos. A diluição de urânio envolve misturá-lo com outros materiais para reduzir seu nível de enriquecimento e garantir que o produto final não ultrapasse um limite específico.
Antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel em junho do ano passado, o Irã já havia enriquecido urânio a 60%, superando com folga o limite de 3,67% estipulado pelo acordo nuclear de 2015, que atualmente está sem validade. De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), o Irã é o único país que não possui armas nucleares e que enriquece urânio a esse nível. O governo iraniano reafirma seu direito a um programa nuclear civil, conforme o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual é signatário.

