O gabinete presidencial do Irã anunciou a publicação de uma lista contendo os nomes de 2.986 pessoas que perderam a vida durante os protestos que ocorreram entre o final de dezembro e o início de janeiro. A divulgação foi feita no dia 1º de fevereiro, como parte de uma estratégia do governo para contrabalançar relatos de grupos dissidentes que estimam o número de mortes em até 40 mil.
De acordo com o comunicado oficial, a lista inclui também os nomes dos pais das vítimas e alguns números de identidade, e foi elaborada pela Polícia Científica do Estado sob a ordem do presidente Masoud Pezeshkian. O governo iraniano, que afirma que 3.117 pessoas faleceram nas manifestações, considera os manifestantes como ‘terroristas’ e alega que seus atos são financiados por potências estrangeiras, como os Estados Unidos e Israel.
Além da divulgação da lista, a polícia iraniana libertou um jovem que se tornou símbolo dos protestos, evitando assim uma possível condenação à morte. A revolta popular, impulsionada por uma crise econômica, reflete um descontentamento generalizado com o regime teocrático que controla o país desde 1979, levantando questões sobre a liberdade e a responsabilidade do governo em lidar com a insatisfação popular.

