Na véspera da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno de 2026, o governo italiano, sob a liderança da Primeira-Ministra Giorgia Meloni, implementou novas medidas de segurança. Essas regras permitem a detenção preventiva de indivíduos suspeitos de causar distúrbios, com a possibilidade de encarceramento por até 12 horas. A decisão se dá em um contexto de tensão social, em que protestos estão programados nas cidades-sede, como Milão.
O novo decreto, aprovado na quinta-feira, inclui 32 disposições adicionais de segurança, como a proibição de portar facas e a exclusão de pessoas com condenações por crimes violentos em eventos públicos. A medida surge após confrontos em Turim, onde manifestantes se opuseram à expulsão de ativistas de um centro comunitário, resultando em lesões a mais de 100 policiais. Meloni justifica as ações como necessárias para garantir a segurança dos cidadãos durante os jogos.
Os desdobramentos dessas medidas de segurança levantam preocupações sobre a erosão das liberdades civis na Itália. Críticos, incluindo o ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte, argumentam que o governo busca silenciar a dissidência em vez de abordar questões de investimento em segurança pública. Com as Olimpíadas se aproximando, as autoridades se preparam para um evento que envolve desafios de segurança significativos, enquanto tentam equilibrar a proteção dos cidadãos e os direitos democráticos.

