Jornalistas iranianos exilados que atuam na BBC informaram que estão sendo monitorados de perto pelo governo iraniano. Relataram que suas famílias no Irã estão sendo interrogadas e perseguidas em um esforço para restringir a cobertura das agitações no país. Os repórteres afirmam que seus parentes foram ameaçados com prisão e a apreensão de bens caso não interrompam suas atividades jornalísticas.
O clima de repressão se intensifica à medida que o governo iraniano busca silenciar vozes críticas. Os jornalistas exilados denunciam que a pressão sobre seus familiares é uma tática intimidatória para coagir a autocensura em suas reportagens. As ameaças incluem não apenas a detenção, mas também a possibilidade de confiscos de propriedades, o que agrava a situação de vulnerabilidade das famílias envolvidas.
Esse cenário levanta sérias preocupações sobre a liberdade de imprensa e os direitos humanos no Irã. A situação dos jornalistas e de suas famílias ressalta o risco crescente que enfrentam aqueles que tentam relatar a realidade do país. O monitoramento e as ameaças a familiares podem ter implicações duradouras para a cobertura da mídia e a luta por justiça e transparência no Irã.

