Na última terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela prisão preventiva do rapper Oruam, após o Superior Tribunal de Justiça revogar seu habeas corpus. A juíza Tula Corrêa de Mello fundamentou a decisão na violação das condições de uso de tornozeleira eletrônica, que ficou sem bateria por até 10 horas em várias ocasiões entre setembro e novembro do ano anterior.
A defesa do artista argumentou que as falhas na tornozeleira foram meramente técnicas e não indicam desrespeito às ordens judiciais. Contudo, o ministro do STJ, Joel Ilan Paciornik, destacou que a falta de cuidado com o equipamento representa um risco à ordem pública e à aplicação da lei penal, sugerindo a possibilidade de fuga do rapper. Oruam é acusado de crimes graves, como tráfico de drogas e tentativas de homicídio, e sua situação legal é complexa.
Com a nova decisão, Oruam pode retornar ao regime prisional, uma vez que um novo mandado de prisão pode ser expedido. O caso é emblemático, pois envolve questões de segurança pública e a eficácia das medidas cautelares impostas pela Justiça. A defesa do artista já indicou que planeja recorrer da decisão, o que pode prolongar o processo judicial.

