A candidata conservadora Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, conquistou a presidência da Costa Rica em 1º de fevereiro, alcançando 48,5% dos votos no primeiro turno das eleições. Com essa vitória, ela se torna a segunda mulher a liderar o país, seguindo os passos de Laura Chinchilla, que ocupou o cargo de 2010 a 2014.
Fernández, considerada herdeira do atual presidente Rodrigo Chaves, derrotou o opositor Álvaro Ramos, do Partido Democrata, que obteve 32,12% dos votos. A nova presidente propõe implementar um programa rigoroso de combate ao crime, inspirado nas políticas de segurança de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, incluindo a criação de um grande presídio e a imposição de estado de emergência em áreas dominadas por narcotraficantes.
Entretanto, sua eleição também levanta preocupações, especialmente entre grupos de direitos humanos, que alertam sobre os riscos de violação de direitos civis. Críticos afirmam que Fernández poderá ser utilizada para avançar a agenda populista de Chaves, enquanto há rumores sobre a possibilidade de ele voltar ao poder antes do prazo constitucional. O futuro da Costa Rica sob sua liderança ainda permanece incerto, com desdobramentos esperados nas próximas semanas.

