O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, em entrevista nesta quinta-feira, 5, que conversou com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sobre a possibilidade de seu envolvimento em irregularidades nos descontos ilegais de aposentadorias do INSS. Lula enfatizou que a orientação do governo é que se investigue tudo o que for necessário, assegurando que não haverá proteção especial a seu filho ou a qualquer outra pessoa envolvida.
Durante a entrevista ao UOL News, o presidente destacou que, ao saber da menção do nome de Lulinha no caso, o chamou e o aconselhou a se defender, caso não tenha cometido nenhum erro. Ele também tentou vincular as irregularidades ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o aumento nos descontos ocorreu durante sua gestão, embora tenha reconhecido que a investigação atual foi iniciada após descobertas feitas por órgãos como a AGU e a PF, que revelaram uma quadrilha montada no governo anterior.
Lula ainda mencionou a possibilidade de convocar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os desvios relacionados ao INSS, embora tenha relatado que lideranças de seu partido e de outras legendas optaram por não endossar essa proposta. A situação gera um clima de incerteza e expectativa sobre como as investigações se desenrolarão e qual será o impacto político para Lula e seu governo.

